Série Flores, de 2009

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“Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo”

(Flores – Titãs)

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Quando apresentei este projeto em 2009, minha orientadora na época disse que um rock não poderia inspirar criações artísticas e que uma música mais elaborada, como os grandes clássicos, seria mais apropriado.
Discordei na época. E continuo discordando até hoje. Em primeiro lugar porque não é possível determinar de onde vem a inspiração, esse fenômeno decorrente de uma infinidade de fatores como o tempo, o estado de espírito, a vivência…
Em segundo lugar porque não vejo o rock como uma expressão musical inferior à música clássica. São coisas distintas e só podem ser comparadas a outras do mesmo estilo. Há canções de rock boas e ruins, assim como há composições clássicas boas e ruins. E vale lembrar também que Bach, por exemplo, era extremamente rock’n’roll para sua época.

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E em terceiro lugar, “Flores” dos Titãs, tinha tudo a ver com o que eu estava criando. Um rock com violinos em seus arranjos e com uma letra poética falando sobre flores, traduzia perfeitamente o bruto e o delicado que eu buscava na composição de formas geométricas e orgânicas que representavam flores brotando de pedras e tijolos.
Meu objetivo era mostrar que as flores nascem também nos lugares mais inóspitos da Terra e que até as pedras podem gerar vida, contrariando nossos conceitos do que é frágil e o que é bruto, do que é delicadeza e o que é força.

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Essas peças particparam de exposições nas Prefeituras de Paulinia e de Valinhos.

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